Bolsonaro e governadores evitam citar quarentena e focam ajuda aos estados

Bolsonaro e governadores evitam citar quarentena e focam ajuda aos estados

Sem falar sobre as medidas de isolamento social, reunião teve clima cordial e presidente pediu apoio a veto ao reajuste de salários do funcionalismo público.

Por Eduardo Gonçalves, Victor Irajá / Veja

O presidente Jair Bolsonaro fez nesta quinta-feira, dia 21, uma reunião por videoconferência com governadores e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O tema da reunião foi o socorro financeiro aos estados e municípios durante a pandemia de Covid-19, que foi aprovado no Congresso no início de maio.

Sem tocar no assunto das medidas de isolamento social, o principal ponto de divergência entre Bolsonaro e governadores, a reunião transcorreu de maneira hamoniosa e teve até troca de gentilezas entre o presidente e o governador João Doria (PSDB), que já travaram embates públicos calorosos  sobre o assunto e pretendem se enfrentar na eleição presidencial de 2022. “O Brasil precisa estar unido. O nosso foco é exatamente esse: proteger o brasileiro em todo o Brasi. (…) Na guerra, perdemos todos. Vamos em paz, presidente, vamos pelo Brasil e vamos juntos. É o melhor caminho para vencermos a pandemia”, disse Doria numa breve intervenção. Bolsonaro, por sua vez, agradeceu e o parabenizou pela declaração. O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), foi na mesma linha e pediu ao presidente que liderasse uma frente de coordenação contra o coronavírus. “Nós não precisamos de uma crise política”, disse ele.

Na reunião, Bolsonaro sinalizou que sancionará o pacote de 60 bilhões de reais de auxílio a Estados e municípios, com o veto costurado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, como contrapartida ao envio da dinheirama para recompor receitas: a proibição de União, estados e municípios concederem aumento a funcionários públicos até dezembro do ano que vem. “Nós vamos sancionar o projeto hoje de ajuda aos Estados e Municípios, mas peço ajuda para a manutenção do veto sobre o reajuste a alguns servidores”, pediu Bolsonaro. “É o remédio menos amargo” e “de extrema importância para todos os 210 milhões de brasileiros”, disse ele. A julgar pelo clima do encontro, o pedido foi aceito pelos governadores.

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