O que pode causar a falta de certeza e prova dos fatos. Corona Virus vira caso de policia em Barra do Garças.

O que pode causar a falta de certeza e prova dos fatos. Corona Virus vira caso de policia em Barra do Garças.

Após o apresentador José Carlos Araújo, colocar em questionamento os números de infectados em Barra do Garças, pelo Covid-19, o caso ganhou repercussão e virou caso de Policia.

Vamos aos fatos, colocando de forma em que cada um apresenta sua versão, haja visto que o Jornalista comentou, a Diretora da TV negou, a prefeitura da Barra apresentou os fatos a delegacia e o Laboratório citado apresentou sua versão e sua defesa.

Versão colocada nas redes sociais pelo Jornalista José Carlos Araújo. Olá, sou José Carlos Araújo, jornalista formado pela Faculdade Cenecista de Sinop (FACENOP), MT – registrado pela FENAJ – Federação Nacional dos Jornalista, sob o n° 1058. Nesta data, 20 de maio de 2020, foi surpreendido com uma informação dada pela diretora comercial do SBT de Barra do Garças Laura Vicunha, que, em determinado laboratório, teria pelo menos cerca de 200 casos suspeitos de coronavirus. Sendo assim, em determinado momento, durante o programa Araguaia Urgente, que eu o apresentava, comentei sobre a possível denúncia e, que, a secretária municipal de Saúde, teria que apurar essas informações e repassa-las a sociedade, vez que, a população necessitava dessas informações no momento de pandemia. Como jornalista, legal e credenciado, tenho o Dever de informar e cobrar das autoridades alguma explicação. Posteriormente, após o programa, fui surpreendido com uma ligação feita pela representante comercial, informando que a senhora Marli Parizotto, estava na delegacia e precisava falar comigo, sobre tal situação que havia repercutido negativamente na cidade. Em seguida, nos reunimos por volta das 17h, na sede da EMISSORA, onde me desliguei totalmente do quadro de funcionários. Digo ainda que, pedi o desligamento do quadro de funcionários da TV, ainda na semana passada e por outras razões pessoais. O que se faz necessário saber é, que apenas me referi a denúncia em meu comentário recebido pela manhã e, que como apresentador, apenas pedi tais explicações da Secretária Municipal de Saúde sobre os supostos números. Legalmente como repórter, digo ainda que não concordo com certos procedimentos entre as emissoras locais e o Executivo (meu ponto de vista). No momento, sou um cidadão e preciso de todas as informações a cerca dessa pandemia como qualquer munícipe, e por direito. Não fugi a minha ética profissional e nem moral, ao fazer o papel legal de mediador. Nem tão pouco, quis causar pânico na população, mas os alertei, quanto aos seus direitos sobre dados concretos que precisam ser fornecidos, como a quantidade de infectados, por exemplo. Estou pronto a esclarecer quais dúvidas sobre o triste episódio onde “exigir a verdade dos fatos”, lhes serviram como ameaça ou outro sentimento desnecessário. Sobretudo, reafirmo que estou retornando para Sinop-MT, de onde nunca deveria ter saído. Aliás, vim pela minha família e da Minha esposa. Sou grato por tudo, especialmente aos compreendidos que me procuraram dando total apoio. Jamais, deixarei de cumprir minha função como jornalista por ameaça sugestivas de grupo ‘A ou B’. Tenho meu valor. Respeito a sociedade e, se a injustiça sobrepõe a Justiça, me calo diante do inesperado! Estarei de longe, registrando e informando tudo que vir a acontecer na cidade, seja por parte de quem for. Dia a quem doer! Digo ainda que fiquei surpreso ao ouvir o áudio da diretora da EMISSORA, em entrevista a um colega jornalista, pois acredita que fosse em defesa da informação. Também vou exigir como profissional, que esses dados informados durante o programa local, possam ser apurados por outras autoridades e levados de maneira clara e séria, a população!

Após a divulgação do suposto aumento, a Procuradoria Jurídica do município e a Secretaria Municipal de Saúde, comunicaram o fato a Polícia Civil para as providências cabíveis e divulgou em seu boletim oficial, a existência de 62 casos confirmados em Barra do Garças. 

Na 1ª Delegacia de Barra do Garças, a secretária de Saúde, Clênia Monteiro, acompanhada pelo procurador Jurídico, advogado João Jackson, formalizou o registro de boletim de ocorrência com base na Lei das Fake News, que pune com até oito anos de prisão aqueles que divulgarem notícias falsas, como foi o caso da TV.

O delegado municipal, Ariano Alencar informou que já está em trâmite um inquérito e que esse é o terceiro caso que chegou a Polícia Civil e que os responsáveis serão responsabilizados. “Os profissionais da imprensa sabem que o primeiro dever do repórter, é checar a fonte, ou então, procurasse informações na Secretaria de Saúde para evitar esse tipo de situação negativa”, disse.

A empresária Marli Parizotto, diretora-proprietária da emissora, também compareceu à delegacia e na oportunidade, fez um pedido público de desculpas. “Eu lamento muito, quero dizer aqui para a população de Barra do Garças, eu fiquei mais de 25 anos à frente da TV, e o nosso compromisso é sempre com a verdade”, desmentindo o próprio apresentador.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou projeto de Lei que pune quem divulgar notícias falsas sobre pandemias em Mato Grosso com multa que equivale de 20 a 200 Unidades Padrão Fiscal (entre R$ 2,9 mil e R$ 29,2 mil).

Os Laboratórios Exame e Pasteur desmentiram nesta quarta-feira (20), uma emissora de TV local que divulgou o suposto aumento de casos diagnosticados por coronavírus em Barra do Garças. Segundo o apresentador, os números no município ultrapassavam 200 casos confirmados.

D TARTAS