Nova fase da Ararath fez buscas em 8 empresas, 8 pessoas físicas, duas fazendas e no TCE

Nova fase da Ararath fez buscas em 8 empresas, 8 pessoas físicas, duas fazendas e no TCE

Da Redação – Arthur Santos da Silva

A nova fase da Operação Ararath, nesta quarta-feira (17),  tem 19 alvos de busca e apreensão. Segundo informações do Ministério Público Federal, são 8 empresas, 8 pessoas físicas, duas fazendas e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).  O conteúdo é sigiloso e alguns dos nomes ainda não foram divulgados.


Os nomes confirmados até o momento são  três conselheiros afastados. José Carlos Novelli, Waldir Júlio Teis, e Sérgio Ricardo de Almeida. As ordens para as buscas e apreensões partiram do ministro Raul Araújo, relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A investigação foi iniciada no Supremo Tribunal Federal (STF) e tem como objeto desvios ocorridos entre 2012 e 2018. São investigados cinco conselheiros do TCE, além de Teis, Novelli e Ricardo, Antonio Joaquim e Walter Albano da Silva.

As investigações tiveram como ponto de partida, entre outras provas, informações fornecidas em acordos de colaboração premiada firmadas entre investigados e o Ministério Público Federal. Os delatores já conhecidos são o ex-governador Silval Barbosa e o ex-secretário de Casa Cívil, Pedro Nadaf.

Nadaf declarou que o então governador Silval Barbosa pagou R$ 53 milhões aos conselheiros que, em contrapartida, deveriam aprovar as contas da gestão e não apresentar obstáculos ao andamento de projetos e obras do Executivo estadual, sobretudo voltados para os preparativos para a Copa do Mundo de 2014.

Com o aprofundamento das investigações na chamada Operação Ararath, o caso, que tinha como relator na Suprema Corte o ministro Luiz Fux, foi desmembrado. Em decorrência da prerrogativa de foro por prerrogativa de função, a parte relacionada aos conselheiros passou a tramitar no Superior Tribunal de Justiça.

 As investigações preliminares apontam a utilização – por parte dos conselheiros – de empresas e de pessoas físicas para esconder o recebimento das vantagens indevidas. Estão sendo apuradas as práticas dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Na petição enviada ao STJ, em que solicita as medidas cautelares, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araujo descreve a atuação dos próprios conselheiros e de pessoas ligadas a eles em um esquema complexo que inclui dezenas de operações comerciais financeiras.

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