Canarinho rege a pedido de impugnação de sua candidatura pelo MPE e mente que seu processo está suspenso

Canarinho rege a pedido de impugnação de sua candidatura pelo MPE e mente que seu processo está suspenso

Edésio Adorno
Tangará da Serra

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O prefeito cassado de Aripuanã, Jonas Canarinho (PSL), que tenta novo mandato nas eleições de 15 de novembro, reagiu com argumentos falsos e insinuações levianas a ação de impugnação do registro de sua candidatura a prefeito proposta pelo Promotor Eleitoral Aldo Kawamura Almeida.  

Em áudio divulgado nos grupos de Whatsapp, Canarinho afirmou que a ação do MPE seria coisa da oposição e tentou tranquilizar seus eleitores. “Quero que vocês fiquem tranquilos porque isso aí é natural. Isso é o trabalho da oposição, já denunciaram, já correram atrás para que realmente acontecesse isso”, afirmou Jonas.

O prefeito cassado e, por consequência, enquadrado na Lei da Ficha Limpa, declarou que já esperava a impugnação de sua candidatura. “Eu já estava esperando da oposição e do Ministério Público, que eles sempre vão tentar jogar um balde de água fria”, afirmou ele, associando levianamente a atuação do MPE ao trabalho da oposição.  

Processo suspenso

Incapaz de aceitar a verdade dos fatos, Canarinho se comporta como trapaceiro verbal e ilusionista de tolos. No áudio, ele teve a pachorra de dizer que o processo administrativo da Câmara Municipal, que resultou em seu impeachment, estaria suspenso. “Mas o nosso julgamento ele está suspenso (…) A partir da hora que você recorre para provar tua inocência, ele fica suspenso, entendeu?”.

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Quem parece não ter entendido nada foi o próprio Jonas. Ele confunde alhos com bugalhos para negar o obvio. No processo judicial, via de regra, os efeitos de uma condenação ficam suspensos até o esgotamento das vias recursais, o que não ocorre no julgamento político realizado pelo legislativo. Tanto que ele foi apeado da prefeitura assim que a decisão dos vereadores foi anunciada de forma oficial.  

Derrota na justiça

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Para tentar anular a decisão da Câmara de Vereadores, reassumir o mandato de prefeito e recuperar seus direitos políticos, Jonas Canarinho ajuizou uma Ação de Anulação do Ato Administrativo do Legislativo Municipal, com pedido de tutela de urgência. Perdeu no Tribunal de Justiça e teve a pretendida liminar negada pelo juiz Fábio Petengill.  

Jonas Canarinho, portanto, falta com a verdade e com o dever de lealdade intelectual quando diz que seu processo está suspenso. Também falta com o respeito para com o Promotor Eleitoral, Aldo Kawamura Almeida, ao liga-lo a oposição. O MPE não é oposição e nem situação, é apenas fiscal da lei, tutor dos direitos difusos e coletivos, e incumbido de zelar pelo patrimônio público.  

Leia o que diz Canarinho no áudio:    

Eu vi a matéria aqui. Isso aqui é o Ministério Público. Isso não quer dizer que tem nada contra nós, não. Não tem nada definitivo. Pode ficar tranquilo, isso aqui eu já estava esperando, tá? Esperando da oposição e do Ministério Público, que eles sempre vão tentar jogar um balde de água fria. Entendeu? Eles querem dizer porque nós não estamos no poder. Mas o nosso julgamento ele está suspenso. A partir da hora que você recorre para provar tua inocência, ele fica suspenso, entendeu? Então, enquanto não sair uma decisão, nós não temos impedimento, não. Tá bom? Isso aqui, provavelmente, o juiz vai pedir pra nós, ter um prazo, agora, para gente dá uma olhada nisso aqui e fazer a defesa. Quero que você fiquem tranquilos porque isso aí é natural. Isso é o trabalho da oposição, já denunciaram, já correram atrás para que realmente acontecesse isso. Tá bom?

D TARTAS