Renascentes do PA Bridão Brasileiro temem derramamento de Sangue em Assentamento de Santa Terezinha

Renascentes do PA Bridão Brasileiro temem derramamento de Sangue em Assentamento de Santa Terezinha

Existe eminência de Conflito na área, que é ocupada por cerca de 300 famílias

Camila Nalevaiko para o Agência da Notícia

Cerca de 150 famílias que ocupavam o Projeto de Assentamento Bridão Brasileiro, foram retiradas pelo INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, com a promessa de voltarem ao Assentamento legalizado em 30 dias, isso no ano de 2004.

Naquela época, os então ocupantes da área, que viveram instante de muita tensão e também de crimes, (vale lembrar que uma família morreu queimada, com uma criança de 5 anos, por represália de grupos de latifúndios), sofriam ameaças constantes. “Essa foi uma das maiores barbáries que aconteceu no campo, no vale do Araguaia, até hoje lembramos com tristeza desse fato ocorrido, com aquela família, onde a casa foi queimada e toda a família morreu”, disse Vaglon Diniz, Preside do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Confresa, que há anos acompanha as causas de conflitos de terra na região.

Após 18 anos, os então assentados, que voltariam de acordo com o Incra para a área em 30 dias, estão esperando uma resposta do órgão. “A situação é delicada, porque na época o INCRA pediu para que saíssemos, que eles iriam cortar os lotes e legalizar, para aí titular os então assentados, só que isso não aconteceu”, esclareceu Vaglon Diniz.

Ao contrario disso, nesses trinta dias, outras famílias invadiram o PA Bridão Brasileiro, eles permaneceram no local, desrespeitando o pedido do INCRA, mesmo assim depois de 4 anos lá, essas famílias que invadiram o Assentamento, estão com a titulação de suas áreas. “O que aconteceu foi uma grande injustiça contra os assentados que estavam há cerca de 2 anos na área, o INCRA não fez como prometeu”, falou Vaglon Diniz.

A questão agora é a eminencia de um novo conflito, envolvendo os renascentes do PA Bridão Brasileiro com o PA Presidente em Santa Terezinha. A área é da União, e tem 100 famílias, mas ainda segundo o Presidente do Sindicato Rural de Confresa, existem cerca de 150 famílias do então PA Bridão que ocuparam os lotes no Assentamento. “A gente teme conflitos e até mesmo derramamento de sangue, porque as ameaças são constantes entre os que já ocupam a área, como as cerca de 150 famílias do Bridão”, explicou Vaglon Diniz ao Agência da Notícia.

A exigência do Sindicato é que a Ouvidoria do INCRA, possa vir o mais rápido possível, para verificar in loco a situação, mediar o conflito, além disso agilizar a legalização do PA  Presidente, já que a área já pertence  à União, basta agora o INCRA agilizar, cortar os lotes e titular as famílias, isso resolveria um problema crônico, e evitaria possíveis mortes e conflitos”, alertou Vaglon Diniz ao Agência da Notícia.

 

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